quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O anão e o gigante

O anão e o gigante


Catulo da Paixão Cearense


Num píncaro sentado, na mão tinha um gigante,

Um pobre anão guindado, por sobre o abismo hiante!

Pelo sorvo do pego instado, se o gigante só entreabrisse,

Sua mão, de cólera ou doidice,

O pobre anão, em queda despenhada,

Seria reduzido, ao nada!

Neste estado cruel, suporeis com certeza,

Que o pobre elogiasse o poder e a grandeza,

De quem lhe garantia a vida!

Gritava, insultava, cuspia,

A grande mão que o sustentava!

Assim, mais louco ainda é o mortal impiedoso,

Que blasfemando, ofende,

A quem lhe deu o gôso da existência!

A esse DEUS, que em Justiça e Bondade,

Nos traz com Sua Mão Potente,

Suspensos sôbre a eternidade!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008